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Vila Nova da Barquinha
Cidades, Vilas e Aldeias
O Concelho de Vila Nova da Barquinha integra-se na Província do Ribatejo e pertence ao Distrito de Santarém o seu território apresenta uma superfície de 49Km2 e é limitado a Sul e a Nascente por dois importantes cursos de água: O Tejo e o Zêzere.
Os rios desde os tempos mais remotos constituíram um pólo de atracção para a fixação das populações devido à facilidade de obtenção de meios de subsistência. Assim, foi durante o processo de Reconquista Cristã, que as povoações deste Concelho ganharam considerável projecção. À medida que o território se expandia para Sul era preocupação dos Reis da 1ª Dinastia manter as posses das terras, pelo que surgiram, nesta zona, ao longo do curso do Tejo, importantes baluartes defensivos, como o Castelo de Almourol, ex- líbris deste Concelho.



História

O concelho de Vila Nova da Barquinha situa-se em plena lezíria ribatejana, confinando com os municípios de Tomar, a norte, Chamusca e Golegã, a sul, Torres Novas e Entroncamento, a oeste, e Constância, a leste, assim como com os rios Zêzere, a norte, e Tejo, a sul.

Este concelho ocupa uma área de, aproximadamente, 49 quilómetros quadrados, sendo composto por cinco freguesias: Atalaia, Moita do Norte, Praia do Ribatejo, Tancos e Vila Nova da Barquinha.

O povoamento do território que corresponde ao actual concelho remonta a épocas ancestrais, nomeadamente ao período Paleolítico, tal como se pode comprovar pelos vestígios arqueológicos encontrados em Aldeínha. Em Tancos e na freguesia de Atalaia, são visíveis marcas neolíticas, enquanto que a presença romana e árabe está, igualmente, bem delimitada no concelho, mais especificamente no Castelo de Almourol.
Pensa-se que esta fortificação terá sido edificada, num ilhéu a meio do Rio Tejo, no século III ou no IV d. C., tendo sido reconstruído no século XII (1171), por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários.

Romanizado e, mais tarde, conquistado pelos mouros, este território transformou-se num local de grande relevância estratégica.
No período da Reconquista Cristã, foram sendo erguidas fortificações, nesta região, de forma a assegurarem a defesa das investidas muçulmanas. Assim, para além do Castelo de Almourol, a cintura defensiva desta zona era composta pelos já desaparecidos Castelos de Paio de Pelle e de Cardiga.

A partir da Idade Média, as povoações que, actualmente, compõem o concelho de Vila Nova da Barquinha foram perdendo importância militar e foi o Rio Tejo que passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento local. Desta forma, a navegabilidade e o tráfego fluvial intenso originaram portos fluviais em Tancos (século XVI) e em Barquinha (século XVIII).
A chegada do caminho-de-ferro provocou uma diminuição do comércio fluvial e as povoações ribeirinhas começaram a entrar em decadência.

No dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que criou o concelho de Vila Nova da Barquinha, que seria composto pelos extintos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Só três anos mais tarde (26 de Junho de 1839), é que Barquinha foi elevada a Vila.
O novo concelho foi, entretanto, suprimido (21 de Novembro de 1895) e anexado ao da Golegã, para voltar a ser restaurado, em 13 de Janeiro de 1898.

Em 1849, o concelho de Vila Nova da Barquinha possuía, de acordo com estudos estatísticos realizados na época, 848 fogos e 3 034 habitantes, dos quais 1 625 eram mulheres. Nesse ano, o município apresentava uma densidade populacional de 62.28 habitantes por quilómetro quadrado, uma taxa bruta de mortalidade de 37.9%, uma taxa bruta de natalidade de 34.61% e uma taxa bruta de nupcialidade de 6.59%.

Assim, pela sua localização geográfica e pela sua história, o concelho de Vila Nova da Barquinha é detentor de um vasto, variado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos, aconselhando-se uma visita mais detalhada a cada uma das suas cinco simpáticas e acolhedoras freguesias, dominadas pela beleza das zonas ribeirinhas e das paisagens verdejantes.

Localização

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